Duplicação do 4º Anel Viário é suspensa na Grande Fortaleza

Duplicação do 4º Anel Viário é suspensa na Grande Fortaleza

Duplicação do 4º Anel Viário é suspensa na Grande Fortaleza – A intervenção de 32 quilômetros que liga Fortaleza aos municípios da região metropolitana foi paralisada novamente na última quinta-feira (11 de dezembro).

A obra, iniciada em 2010 com previsão original de entrega em 2012, já soma 15 anos de atrasos e quatro consórcios responsáveis.

Motivo da nova interrupção

De acordo com o governador Elmano de Freitas (PT), o cronograma acordado com a empresa não foi cumprido. O gestor afirmou que a Superintendência de Obras Públicas (SOP) foi convocada para discutir alternativas sem romper o contrato, medida que poderia prolongar ainda mais a conclusão.

Em nota, a SOP informou ter notificado oficialmente o consórcio por suspensão unilateral “sem justificativa contratual” e garantiu não haver pendências financeiras por parte do Estado.

Importância econômica da via

O 4º Anel Viário conecta sete rodovias (entre elas BR-116 e BR-222) e é a principal rota entre o Porto do Mucuripe, em Fortaleza, e o Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante.

A pista serve ainda à Ceasa, aos distritos industriais de Maracanaú e a centros de distribuição de grandes empresas de logística. Segundo o IBGE, a Região Metropolitana de Fortaleza concentra mais de 55% da população cearense, o que reforça a relevância da via para o escoamento de mercadorias e mobilidade de trabalhadores.

Cronologia e custos crescentes

O orçamento inicial do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) era de R$ 195 milhões. Em 2025, o valor gasto já chegava a R$ 257 milhões e recebeu novo aporte de R$ 97 milhões para a fase atual.

Mesmo com a pista duplicada em toda a extensão, seguem pendentes o canteiro central, ciclofaixas, retornos, alças de acesso e a pavimentação em concreto do novo trecho.

Próximos passos

O governo estadual pretende definir, nas próximas semanas, um plano de retomada que minimize impacto ao tráfego diário estimado em 40 mil veículos. Caso a empresa não apresente solução, a SOP sinaliza aplicar penalidades previstas em contrato e abrir nova licitação.

Motoristas que utilizam a via devem permanecer atentos a possíveis desvios e operações de tráfego enquanto as negociações avançam.

No cenário de longa duração, especialistas defendem que a conclusão da duplicação pode reduzir em até 30% o tempo de deslocamento entre os portos e impulsionar a competitividade das exportações cearenses.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino

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