BERLIM, Alemanha - A presença de Max Verstappen em provas de GT3 vem provocando uma virada inesperada: arquibancadas mais cheias e novo interesse dos jovens pela tradicional DTM, após anos de queda desde 2006.
- Em resumo: Popularidade do holandês nas pistas extrapola a Fórmula 1 e injeta nova vida no automobilismo alemão.
Como o piloto da Red Bull virou vitrine para outras categorias
Thomas Voss, diretor da DTM, atribui o salto de audiência a um “efeito demonstração”: quando o campeão da F1 encara corridas de GT3, curiosos migram para conhecer carros de turismo idênticos aos vendidos nas ruas. Segundo dados da Tabela Fipe, um modelo base para equipe GT3 pode ultrapassar R$ 1,4 milhão, cifra que reforça a aura de exclusividade.
Ainda assim, a categoria entrega bilhetes mais baratos e paddock acessível, facilitando o contato direto com pilotos — diferencial que, na visão de organizadores, converte curiosos em fãs fiéis.
“Verstappen abriu os olhos de muitas pessoas para o automobilismo GT e para a DTM. Mostrou que existe algo além da Fórmula 1”, disse Thomas Voss.
Desafios de custo e o caminho para novos talentos
Mesmo com o aumento de público, o obstáculo financeiro persiste. Um fim de semana completo na base do kart pode chegar a € 5 mil, valor que limita a entrada de jovens alemães, aponta a Federação de Automobilismo do país (DMSB). O cenário não difere do brasileiro: em 2023, a Fenabrave registrou alta de 15 % no preço médio de veículos esportivos, encarecendo também peças e logística de competição.
Para contornar o problema, equipes alemãs investem em programas de bolsas e parcerias com universidades técnicas, modelo inspirado na Fórmula E. Já a DTM estuda incluir provas sprint com carros híbridos, barateando manutenção e atraindo marcas preocupadas com sustentabilidade.
O que você acha? O “efeito Verstappen” será suficiente para manter a DTM em alta ou o custo vai frear o entusiasmo? Para mais análises sobre o universo automotivo, visite nossa editoria de Auto.
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