Silverstone, Reino Unido – Fernando Alonso quebrou o silêncio sobre o turbulento início de temporada da Aston Martin na Fórmula 1 2026, marcado por quebras de motor e vibrações que chegaram a ser apontadas como risco físico aos pilotos. O bicampeão garantiu que não há abalo psicológico e disse estar “pronto para ajudar” a nova parceria com a Honda a virar o jogo.
- Em resumo: Alonso minimiza alerta de danos físicos e afirma que a crise faz parte da fase inicial com a Honda.
Por que as vibrações assustam engenheiros
Nas quatro primeiras provas, sensores registraram oscilações acima de 20 Hz no assoalho do AMR26, número que, segundo boletins técnicos da FIA, pode causar microlesões em longas sessões e comprometer a leitura aerodinâmica.
Adrian Newey, projetista da rival Red Bull, afirmou que “Alonso e Lance Stroll poderiam sofrer danos físicos” caso o problema persistisse, acendendo o alerta nos bastidores do paddock.
“Menos difícil do que você imagina. Não é o ideal, todos queremos vencer, mas são vinte e dois pilotos e só um ganha”, disse Alonso.
Experiência x Frustração: o saldo de 21 anos de F1
O espanhol, dono de 106 pódios e 32 vitórias, lembrou que já passou por ciclos parecidos em equipes como Ferrari e McLaren. “Terminar em terceiro, quinto ou 17º é a mesma dor”, resumiu.
Dados da temporada passada mostram que a Aston Martin somou nove pódios antes de retroceder no desenvolvimento aerodinâmico. Para especialistas, a mudança de fornecedora de unidades de potência – agora a Honda – exige um ano de adaptação, algo que a Mercedes viveu em 2014 antes de dominar o grid.
O contrato de Alonso, válido até 2027, prevê cláusulas de desempenho, mas fontes ligadas à equipe indicam que o espanhol aposta no novo regulamento de motores de 2026 para recolocar o time entre os três primeiros.
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