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Embate na Alece expõe impasse sobre administração de Iguatu
Embate na Alece expõe impasse sobre administração de Iguatu – Em sessão recente na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), os deputados estaduais Agenor Neto (MDB) e Marcos Sobreira (PSB) trocaram acusações sobre atrasos no repasse de recursos para o Hospital e Maternidade Agenor Araújo, gerando tensão no plenário.
O debate colocou em evidência a gestão municipal de Iguatu, acusada de reter verbas estaduais e federais que deveriam chegar à entidade filantrópica em até cinco dias, segundo decisão judicial.
O que motivou o confronto
Da tribuna, Agenor Neto afirmou que o hospital acumula cerca de R$ 10 milhões a receber, valor que teria sido pago apenas de forma parcelada e, mesmo assim, com atrasos. O parlamentar citou que investimentos obtidos junto ao Governo do Estado só se concretizaram após ordem judicial, inclusive a abertura da UTI pediátrica.
Marcos Sobreira rebateu, dizendo que a Prefeitura de Iguatu concentra esforços em obras estruturantes, como o futuro Hospital Regional, e que a administração enfrenta bloqueios judiciais que somam mais de R$ 40 milhões em menos de um ano. Ele também lembrou dívidas herdadas de gestões anteriores.
Contexto financeiro e impacto na saúde
Dados do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE) indicam que, somente em 2023, repasses SUS para hospitais filantrópicos no interior cearense ultrapassaram R$ 200 milhões. Quando esses recursos sofrem atrasos, o atendimento pode ser comprometido, afetando diretamente municípios vizinhos que dependem do serviço.
Com população estimada em 104 mil habitantes pelo IBGE, Iguatu é referência para cerca de 16 cidades do Centro-Sul. Especialistas em gestão hospitalar alertam que retenções de verba elevam o tempo de espera em emergências e dificultam a manutenção de leitos de UTI.

Desdobramentos políticos
Sob pressão, ambos os deputados afirmaram apoiar a continuidade dos investimentos em saúde, mas divergiram sobre a responsabilidade pelos atrasos. Sobreira lamentou que “pautas locais” dominem a Alece, enquanto Agenor Neto classificou a situação como “perseguição política” contra a unidade filantrópica.
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Crédito da imagem: Reprodução
