Empresário é preso pela morte de Kauã Guedes em Fortaleza

Empresário é preso pela morte de Kauã Guedes em Fortaleza

Empresário preso por morte de Kauã Guedes – Cinco meses depois do atropelamento que vitimou o jovem de 18 anos na capital cearense, a Polícia Civil cumpriu, nesta sexta-feira (28 de novembro), o mandado de prisão preventiva contra Rafael Elisario Ferreira.

O réu é acusado de dirigir em alta velocidade, avançar a preferencial e atingir a moto onde estavam Kauã Guedes e Igor Lima, no cruzamento das ruas República do Líbano e Osvaldo Cruz, no Bairro Meireles.

Como ocorreu o atropelamento

De acordo com laudos da Perícia Forense, a picape Ford Ranger conduzida pelo empresário passou a mais de 98 km/h em uma via cuja máxima é 30 km/h, velocidade três vezes superior ao permitido.

Imagens de câmeras de segurança mostram o veículo trafegando em zigue-zague e quase atingindo outros pedestres antes de arrastar Kauã por mais de 20 metros. Igor foi arremessado e ficou semanas hospitalizado.

Investigação e processo judicial

Inicialmente autuado por lesão corporal culposa, Rafael Elisario passou a responder por homicídio qualificado com dolo eventual após o óbito do jovem. Ele também é réu por tentativa de homicídio contra o garupa.

O Ministério Público destacou que a caminhonete acumula 24 multas em pouco mais de um ano, 16 delas por excesso de velocidade. Para especialistas, padrões de infrações reiteradas aumentam a chance de sinistros fatais: o Atlas da Violência aponta que colisões em alta velocidade têm quase o dobro de probabilidade de resultar em morte.

Fuga do local e materiais apreendidos

Após a colisão, o empresário buscou abrigo em um condomínio e não prestou socorro. Segundo a denúncia, ele apresentava hálito etílico e fala desconexa.

No interior do veículo, policiais encontraram latas de cerveja, dois papelotes de cocaína e comprimidos psicotrópicos. Na delegacia, ele recusou o teste de bafômetro, pagou fiança de R$ 15 mil e respondeu em liberdade até o cumprimento da ordem judicial de hoje.

Com o caso agora na 4ª Vara do Júri de Fortaleza, a defesa terá prazo para apresentar resposta à acusação. Se condenado por homicídio qualificado com dolo eventual, a pena pode chegar a 20 anos de prisão.

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Crédito da imagem: Reprodução

Vinicius Balbino

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