Fortaleza/CE – A Polícia Civil converteu em preventiva a prisão de um empresário de 37 anos que, segundo a investigação, recorreu ao Comando Vermelho para intimidar e incendiar provedores de internet rivais em Caucaia, na Região Metropolitana.
- Em resumo: Suspeito teria usado ataques incendiários para monopolizar o acesso à internet em dois bairros.
Como funcionava a pressão sobre os concorrentes
Relatórios policiais indicam que o dono do provedor coagiu técnicos e sócios de outras empresas a abandonar a área. Quando a ameaça não surtia efeito, instalações inteiras eram incendiadas. O modus operandi, descrito pelo juiz que manteve o réu preso, segue um padrão já mapeado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que aponta aumento de 28 % nos crimes de dano qualificado ligados a facções no Ceará em 2025.
A captura ocorreu na última segunda-feira (20) no Aeroporto Internacional de Fortaleza, quando o suspeito desembarcava na capital.
“O agente integra perigosa facção criminosa e pratica ações para garantir monopólio na região, inclusive incêndios a pontos comerciais”, citou a decisão judicial.
Nova Lei Antifacção e impacto para o setor
O detido foi autuado com base na Lei nº 15.358/2026, conhecida como Lei Antifacção, que prevê penas mais duras para quem financia ou utiliza organizações criminosas. Especialistas lembram que o Ceará registrou, em 2024, mais de 600 ocorrências de sabotagem a serviços públicos e privados, muitas delas motivadas por disputas comerciais, de acordo com dados do Atlas da Violência.
Para consumidores, a ofensiva pode refletir tanto em instabilidade do sinal quanto em tarifas mais altas, já que a competição no mercado local fica artificialmente reduzida.
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