Erro da Bithumb libera US$ 40 bi em bitcoin a 695 clientes
Seul, Coreia do Sul – Uma falha operacional na exchange sul-coreana Bithumb redistribuiu, de forma involuntária, 620 mil bitcoins – avaliados em US$ 40 bilhões (R$ 209 bi) – a apenas 695 usuários, desencadeando minutos de pânico no mercado e forçando a empresa a suspender saques por 35 minutos.
- Em resumo: promoção de R$ 7 virou repasse de 2.000 bitcoins para cada cliente afetado.
Como a falha aconteceu em segundos
Segundo comunicado da própria plataforma, a equipe pretendia creditar 2.000 wons (cerca de R$ 7,15) em um programa de fidelidade. No entanto, um erro de script multiplicou o valor por 100 mil, resultando na transferência de aproximadamente 2.000 bitcoins para cada participante.
Para conter o estrago, a Bithumb bloqueou temporariamente todos os saques, congelou 99,7% das moedas e prometeu usar recursos próprios para cobrir o restante. A volatilidade, embora intensa, durou menos de cinco minutos, segundo a companhia.
“Pedimos sinceras desculpas pelos transtornos causados aos nossos clientes”, destacou a empresa, reforçando que o incidente não teve ligação com ataques cibernéticos.
Risco sistêmico e fiscalização global
Erros desse porte expõem a fragilidade de exchanges não reguladas de forma uniforme. A Coreia do Sul endureceu as regras para corretoras em 2021, exigindo cadastros reais e reservas mínimas, mas episódios como este mostram que o risco operacional permanece elevado.
Relatório da Chainalysis aponta que falhas e roubos movimentaram US$ 2,3 bilhões em 2025, reforçando a necessidade de supervisão constante. No Brasil, o Banco Central estuda enquadrar corretoras de cripto em padrões semelhantes aos de instituições financeiras tradicionais, especialmente após a aprovação do Marco Legal dos Ativos Virtuais.

Especialistas lembram que oscilações repentinas ‒ incluso o recuo do bitcoin após a eleição de Donald Trump, citado pela Bithumb ‒ podem ganhar proporções sistêmicas quando grandes volumes mudam de mãos em questão de segundos.
O que você acha? Falhas assim reforçam a desconfiança ou já fazem parte do “risco cripto”? Para mais análises, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
