BRUXELAS (Bélgica) – A União Europeia confirmou que, no último trimestre de 2026, visitantes de mais de 60 países, inclusive o Brasil, precisarão de uma autorização eletrônica antes de embarcar rumo ao Espaço Schengen. O sistema, batizado de ETIAS, muda o jogo para quem hoje entra sem visto e impõe taxa, checagem de segurança e formulário online.
- Em resumo: sem o novo “visto eletrônico”, companhias aéreas nem permitirão o embarque rumo à Europa.
Como vai funcionar o ETIAS
Inspirado no modelo norte-americano (ESTA), o Etias exigirá cadastro digital, pagamento de € 7 (aprox. R$ 42) e resposta em minutos, segundo a Comissão Europeia. A permissão valerá por três anos ou até o vencimento do passaporte.
Quem tem entre 18 e 70 anos pagará a taxa; menores e idosos serão isentos, mas ainda precisarão preencher o formulário. Turistas só poderão permanecer até 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias, regra já aplicada hoje.
“O sistema reforçará a triagem de riscos antes que o passageiro chegue às fronteiras externas da União”, diz nota oficial de Bruxelas.
Por que a exigência afeta os brasileiros
Embora o passaporte verde-amarelo mantenha a isenção de visto convencional, o novo trâmite adiciona custo, planejamento e eventual negativa automática caso o algoritmo detecte pendências criminais ou sanitárias. Dados do Itamaraty apontam que cerca de 1,8 milhão de brasileiros visitaram a Europa em 2022; todos passarão a enfrentar a checagem prévia.
Especialistas lembram que infrações de imigração — como ultrapassar o limite de 90 dias — poderão bloquear futuras autorizações. O ETIAS também cruza bases da Interpol, elevando a barreira contra passaportes extraviados ou roubados.
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