Las Vegas, Nevada – A discussão sobre o “fim” do hype nos esportes eletrônicos ganhou novo fôlego depois que os números de audiência de gigantes como League of Legends e Dota 2 pararam de crescer, enquanto o torneio Evo se consolida como modelo de engajamento mesmo sem mirar o público de massa.
- Em resumo: Evo mantém comunidade vibrante enquanto eventos milionários perdem tração.
Por que a audiência empacou
Dados do Variety apontam que, apesar de o mercado global de esports ter superado US$ 1,3 bilhão em receita, a base de espectadores ativos pouco se expandiu nos últimos três anos. O Mid-Season Invitational de League of Legends registrou 2,3 milhões de pico em 2023, saltou para 4,8 milhões em 2024, mas recuou para 3,44 milhões em 2025. Já o The International de Dota 2 subiu lentamente: 1,44 milhão (2023), 1,51 milhão (2024) e 1,79 milhão (2025).
Analistas ouvidos pelo mercado lembram que transmitir partidas grátis e depender só de patrocínio pressiona margens e afasta investidores quando o crescimento trava.
“Esports não está morrendo, apenas existindo; faltam novos fãs, não eventos”, resume o artigo que reacendeu o debate.
Evo e a força do “nerd raiz”
Enquanto ligas franqueadas apostam em pirotecnia, o Evo reúne milhares de jogadores de fighting games em um único centro de convenções. Ali, quem veio pelo Tekken acaba vibrando por Guilty Gear; quem torce por Street Fighter conhece Fatal Fury. O resultado é um sentimento comunitário difícil de reproduzir nos palcos corporativos de Counter-Strike ou League.
Especialistas lembram que o formato multi-título já funcionou: no fim dos anos 2000, a Major League Gaming colocava Halo e Call of Duty lado a lado, criando rivalidades e fazendo o público circular entre arenas.
Sem pretensão de “virar NFL”, o Evo preserva características de LAN party: inscrições acessíveis, premiações modestas – algumas na casa de “poucos milhares” de dólares – e transmissão focada nas partidas, não em shows de intervalo. É exatamente esse cenário de paixão orgânica que falta às grandes franquias, afirmam organizadores.
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