Barcelona, Espanha – Lewis Hamilton demonstrou alívio ao comentar o novo regulamento técnico da Fórmula 1 para 2026, celebrando o fim do efeito solo que fazia os carros “quicarem” e chamando a fase anterior de “pesadelo”. Para o heptacampeão, a temporada marca um recomeço em que a “performance pura” volta a decidir quem vence.
- Em resumo: Hamilton diz que, sem o quique, a disputa agora é quem desenvolve o carro mais rápido em 2026.
Por que o “quique” tirava sono das equipes
O efeito solo retornou em 2022 com a promessa de aumentar as ultrapassagens, mas provocou oscilações verticais violentas – o chamado porpoising. Estudos da FIA mostraram que a força vertical podia ultrapassar 6 g, comprometendo a condução e gerando queixas de dores nas costas.
Embora algumas equipes, como a Red Bull, tenham dominado o fenômeno, outras perderam desempenho e tiveram de reforçar assoalhos, aumentando o peso e o consumo de pneus.
“É muito bom termos começado a temporada sem o problema do quique… Agora tudo se resume ao desempenho puro do carro”, disse Hamilton.
O que muda com o regulamento de 2026
Além do assoalho redesenhado, os propulsores serão divididos em 50% combustão interna e 50% energia elétrica, alinhados à meta de carbono zero até 2030. A categoria terá seis fornecedoras de motores confirmadas – Mercedes, Ferrari, Alpine, Honda, Audi e Red Bull/Ford – o maior número desde 2014.
O fim do “quique” também remete à história: a última era de efeito solo durou de 1977 a 1982, encerrada por questões de segurança. Nas últimas quatro décadas, a F1 alternou conceitos aerodinâmicos, mas não via uma revisão tão profunda desde o pacote híbrido introduzido em 2014.
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