Ex-CEO da Hurb é detido no Ceará com documento falso
Ex-CEO da Hurb é detido no Ceará com documento falso – João Ricardo Mendes, fundador da plataforma de viagens Hurb, foi interceptado no Aeroporto Regional de Jericoacoara após apresentar documentação adulterada durante o embarque para São Paulo.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Ceará, agentes da segurança aeroportuária desconfiaram da autenticidade do documento e chamaram a Polícia Militar, que constatou a fraude e percebeu que a tornozeleira eletrônica do empresário estava descarregada.
Flagrante e histórico de prisões
O empresário foi encaminhado à Delegacia Regional de Acaraú e autuado por uso de documento falso, crime previsto no artigo 304 do Código Penal. Em audiência de custódia realizada no município de Sobral, ele obteve liberdade provisória mediante medidas cautelares: recolhimento domiciliar às 19h, proibição de frequentar locais que vendam álcool e impossibilidade de deixar a comarca sem autorização judicial.
Mendes já havia sido preso em abril de 2025, no Rio de Janeiro, acusado de furtar obras de arte avaliadas em R$ 28 mil. Libertado quatro meses depois, passou a usar tornozeleira eletrônica e a entregar o passaporte. A nova detenção ocorreu enquanto o dispositivo de monitoramento estava sem bateria, descumprindo decisão judicial.
Crise na Hurb e reclamações de consumidores
Em 2023, a Hurb cancelou ou adiou milhares de viagens vendidas no modelo de datas flexíveis, deixando clientes sem reembolso. Segundo o Procon-CE, que registra queixas de consumo, fraudes e problemas em serviços de turismo foram responsáveis por 11,4 % das reclamações formais no estado em 2024.
Na época, Mendes renunciou ao cargo após vazar dados de consumidores e discutir em grupos de mensagens. Ele também responde a processos por ameaça, injúria racial e calúnia movidos por ex-funcionários.

Quem é João Ricardo Mendes
O empreendedor começou aos 18 anos com uma barraca de bebidas na Praia do Pepê, no Rio de Janeiro. Fundou o Hotel Urbano em 2011, rebatizado para Hurb, atraindo investidores pelo modelo de pacotes acessíveis. O colapso operacional em 2023 e os processos criminais abalaram a reputação da empresa, que ainda tenta realocar viagens ou reembolsar parte dos clientes.
Apesar da liberdade provisória, o empresário permanece obrigado a utilizar tornozeleira eletrônica em pleno funcionamento. O descumprimento das medidas pode resultar em nova prisão preventiva.
Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Polícia.
Crédito da imagem: Divulgação
