Ex-meia que jogou no Iraque planejou ataque a empresário no CE
Campina Grande/PB – Detido na própria cidade natal, o ex-jogador Joceano da Silva Santos, o “Jô Baiano”, 35 anos, é apontado pela Polícia Civil do Ceará como um dos mentores da tentativa de latrocínio que quase terminou em morte de um empresário em Iguatu, no interior do Estado, em 15 de dezembro de 2025.
- Em resumo: Ex-atleta com carreira em clubes do Iraque e da Guatemala articulou, ao lado de um estudante de medicina, o ataque a tiros que envolveu seis suspeitos.
Da carreira internacional ao crime articulado
Revelado em clubes do Distrito Federal, Jô Baiano passou por Campinense, Vitória-PE e Cruzeiro-DF antes de vestir a camisa do Al-Zawra’a, no Iraque, e do Juventud Retalteca, na Guatemala. Agora, trocou os campos pela cadeia após operação conjunta das polícias da Paraíba e do Ceará.
Segundo o inquérito, ele e o universitário conhecido como “Playboy” passaram semanas levantando a rotina da vítima e definindo rotas de fuga. De acordo com o Atlas da Violência 2023, o Brasil registrou média de 2 latrocínios por dia, índice que reforça a gravidade desse tipo de crime.
“Os dois seriam os mentores intelectuais do roubo, enquanto o restante da quadrilha executou o ataque”, detalhou o delegado responsável.
Rastro de tiros, fuga na contramão e prisões em série
O empresário, que carregava malote com alta quantia em dinheiro, foi cercado no Centro de Iguatu. Ao reagir, dirigiu na contramão, subiu a calçada e quase atropelou um idoso. Os disparos atingiram farol e porta, mas ninguém se feriu.
Horas depois, três homens e uma mulher foram pegos em flagrante, dois deles dentro de um ônibus que seguia para Fortaleza. Com o grupo, a PM apreendeu pistola, revólver, munições e dinheiro em várias moedas.

O que acontece agora
Jô Baiano responderá por tentativa de latrocínio, cuja pena pode chegar a 30 anos de reclusão. Caso vire homicídio consumado, o Código Penal prevê punição ainda mais severa. A defesa do ex-atleta não foi localizada.
Para especialistas, a presença de um ex-profissional do esporte no comando de crimes violentos reflete a falta de suporte a atletas após o término da carreira. Dados do IBGE indicam que apenas 1 em cada 10 jogadores brasileiros mantém renda estável depois de pendurar as chuteiras.
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Crédito da imagem: Divulgação
