Brasília/DF – A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (16), o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, apontado como peça-chave em um suposto esquema que teria facilitado negócios sem lastro com o Banco Master.
- Em resumo: Costa é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Operação Compliance Zero.
Como a operação alcançou o alto escalão
A 4ª fase da investigação cumpriu dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. Além de Costa, o advogado Daniel Monteiro, que administraria fundos para mascarar a origem de recursos ilícitos, também foi detido. As ordens partiram do Supremo Tribunal Federal.
O desdobramento ocorre quase dois anos após o Banco Central ter barrado, em setembro de 2025, a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, citando riscos de governança. De lá para cá, a PF passou a mapear possíveis irregularidades que, segundo agentes, envolviam “operações sem qualquer lastro econômico”.
“Estão sendo investigados crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”, informou a PF.
Por que o caso preocupa o mercado financeiro
Embora episódios de má conduta corporativa não sejam inéditos, a prisão de um ex-presidente de banco público chama a atenção pelo potencial de abalar a confiança de investidores. Dados da Febraban indicam que o setor bancário brasileiro destina cerca de R$ 30 bilhões anuais a programas de segurança e compliance, justamente para evitar brechas como as apontadas pela PF.

Especialistas alertam que, se confirmadas as suspeitas, o episódio pode abrir precedente para revisões regulatórias mais duras. O Banco Central, que já vetou a fusão entre as duas instituições, poderá intensificar a fiscalização em operações de aquisição e em fundos de investimento ligados a bancos médios.
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