Frecheirinha, Ceará – Na última segunda-feira (20), uma discussão iniciada dias antes terminou em facada dentro da Escola de Ensino Médio Antônio Custódio. Duas alunas de 15 anos se envolveram no conflito; a agressora foi apreendida pela Guarda Civil Municipal e a vítima, ferida na escápula, recebeu atendimento médico e passa bem.
- Em resumo: briga reacesa no corredor virou tentativa de homicídio; polícia e Conselho Tutelar já acompanham o caso.
Como o desentendimento virou violência
Segundo a direção, o atrito começou em sala de aula na sexta-feira (17). A professora mediou a conversa e considerou o incidente sanado, mas o clima de tensão persistiu. Na segunda-feira, a agressora surpreendeu a colega no corredor e desferiu o golpe com uma faca de cozinha. A Guarda Civil foi acionada em poucos minutos, evitando nova investida.
Embora se trate de uma ocorrência isolada, o episódio liga o alerta para a escalada de agressões em ambiente escolar. Entre 2011 e 2022, o índice de lesões corporais em menores subiu 36% no país, de acordo com o Atlas da Violência.
“A escola agiu imediatamente para garantir a segurança de todos” – comunicado da Escola Antônio Custódio.
Medidas adotadas e o impacto na comunidade
A Polícia Civil de Tianguá registrou ato infracional análogo a tentativa de homicídio. A aluna agressora ficará suspensa e receberá acompanhamento psicológico; já a vítima retorna à escola nesta quinta-feira (23). O Conselho Tutelar foi incluído no processo, seguindo o Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê prioridade à mediação e à proteção integral.
Especialistas em educação defendem a implantação de programas de cultura de paz. Em São Paulo, escolas que adotaram círculos restaurativos reduziram em 42% os conflitos graves em um ano, mostram dados do MEC. Iniciativas semelhantes começam a chegar ao Ceará por meio do Programa Nacional de Segurança nas Escolas, sancionado em 2023.
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