FORTALEZA-CE – A terceira fase da Operação Lotus sacudiu a AIS 16, na capital cearense, ao cumprir, em 16 de maio, quatro mandados de prisão preventiva e 13 de busca contra um braço de facção carioca que lavava dinheiro do tráfico.
- Em resumo: polícia desmonta célula suspeita de ocultar patrimônio e movimentar entorpecentes na Grande Fortaleza.
Como a ofensiva aconteceu
Agentes da Delegacia de Narcóticos (Denarc) cercaram simultaneamente Paupina, Messejana e Jangurussu após meses de monitoramento. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ações coordenadas reduzem em até 25% a capacidade de reação de facções quando atingem finanças e logística.
Entre os presos estão homens de 32, 42 e 39 anos, todos com passagens por homicídio ou porte ilegal de arma. Um quarto suspeito, de 37 anos, já estava no sistema prisional e recebeu nova ordem de prisão.
“As decisões judiciais foram cumpridas em bairros da AIS 16 de Fortaleza.”
Por que a lavagem de dinheiro é o alvo principal
Investigações apontam que o grupo usava empresas de fachada e veículos de luxo para ocultar ganhos ilícitos. No Brasil, a Lei nº 9.613/1998 prevê penas de até dez anos para quem pratica lavagem, mas seu efetivo combate ainda esbarra na pulverização das transações.
Levantamento do FBSP mostra que, em 2023, quase 40% das apreensões de drogas vieram acompanhadas da retenção de bens como carros e celulares – exatamente o que a Denarc recolheu na Lotus. Especialistas afirmam que sem dinheiro, o poder de expansão territorial das facções é drasticamente reduzido.
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