Facção cobra taxa de provedor de internet em Fortaleza
Facção cobra taxa de provedor de internet em Fortaleza – Uma empresa que atende o Bairro Sabiaguaba, na capital cearense, enfrenta ameaças de criminosos que exigem uma “taxa de funcionamento” para permitir a continuidade do serviço.
Os ataques, registrados em 2 de dezembro, destruíram caixas de distribuição instaladas em postes e arrancaram cabos de fibra óptica, deixando cerca de 100 famílias sem conexão e gerando prejuízo estimado em R$ 100 mil.
Como ocorreram as ameaças
De acordo com representantes da provedora, moradores foram coagidos a ligar para a empresa e cancelar a assinatura após visitas de integrantes da facção.
A companhia afirma que esta é a segunda ofensiva sofrida no ano: na primeira, veículos foram incendiados e a rede, vandalizada.
Investigação e impacto regional
A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) abriu inquérito para identificar autores, mandantes e possíveis vínculos com grupos que, recentemente, atacaram outros provedores no Ceará.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que crimes de extorsão mediante ameaça cresceram 18% no estado entre 2022 e 2024, refletindo a diversificação de fontes de renda das facções além do tráfico de drogas.
A Secretaria da Segurança Pública destaca que 80 suspeitos já foram presos em 2025 por envolvimento em ataques a empresas de internet, incluindo proprietários de provedores clandestinos que atuariam em conluio com criminosos.

Orientações para usuários afetados
A polícia orienta vítimas a registrarem Boletim de Ocorrência, presencialmente ou pela Delegacia Eletrônica, para subsidiar as investigações e possibilitar futuros pedidos de ressarcimento.
Especialistas em cibersegurança recomendam que consumidores mantenham segunda opção de acesso, como planos móveis, e façam backup frequente de dados, reduzindo impactos de quedas prolongadas de conexão.
A provedora informa que trabalha em rotas alternativas de fibra e na instalação de caixas de distribuição blindadas para retomar o serviço “o mais rápido possível”.
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Crédito da imagem: Divulgação
