Feminicídio em Maranguape: multidão se despede de jovem
Feminicídio em Maranguape: multidão se despede de jovem – O corpo de Jhessilane Silva, 24 anos, foi sepultado sob aplausos e forte comoção no município da Região Metropolitana de Fortaleza, no último fim de semana.
Familiares, amigos e moradores de diversos bairros acompanharam o cortejo com flores e cartazes que pediam justiça e o fim da violência contra a mulher.
Dinâmica do crime
Segundo testemunhas, o ex-companheiro invadiu a loja onde Jhessilane trabalhava, no centro da cidade, e a atacou com golpes de faca.
A jovem chegou a ser socorrida, porém não resistiu. O suspeito, que também teve ferimentos, foi detido por equipes das Polícias Militar e Civil e autuado em flagrante por feminicídio.
Investigação e contexto
A Polícia Civil aponta como motivação inicial a não aceitação do término do relacionamento. O inquérito segue em andamento na Delegacia Metropolitana de Maranguape.
Casos como o de Jhessilane reforçam um cenário preocupante: em 2022, o Brasil registrou 1.437 feminicídios, alta de 6,1% em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A escalada de violência levou o Governo do Ceará a ampliar campanhas de orientação e canais de denúncia, como o 180, além de incentivar a criação de Núcleos de Atendimento à Mulher em delegacias do interior.

No âmbito municipal, movimentos sociais planejam atos periódicos para manter o tema em evidência e cobrar celeridade judicial.
A tragédia também impactou duas meninas, filhas da vítima, que agora recebem apoio psicológico de uma rede voluntária e assistência do Conselho Tutelar.
No final da cerimônia de sepultamento, familiares reforçaram o pedido para que outras mulheres em situação de risco busquem ajuda antes que agressões verbais ou ameaças evoluam para episódios fatais.
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Crédito da imagem: Reprodução
