Silverstone, Reino Unido – Num raro dia de filmagem fora do calendário oficial, Max Verstappen voltou à pista britânica para testar atualizações da Red Bull e já projetou um salto de desempenho para o GP de Miami, marcado para este fim de semana.
- Em resumo: holandês testou a polêmica asa “Macarena” e promete encurtar a distância para as três equipes líderes.
Atualização surpreende: asa inspirada na Ferrari
Durante as tomadas promocionais, o RB22 apareceu com um componente aerodinâmico que lembra a peça vista na Ferrari em 2022, mas redesenhado para o conceito da Red Bull. A aposta é ganhar eficiência em setores de alta velocidade, como mostram análises da F1 oficial.
A pausa de abril, a mais longa da temporada desde 2020, serviu para a equipe austríaca revisar telemetria e modelagem de fluxo. Mesmo longe das corridas, Verstappen manteve ritmo competitivo: encarou provas virtuais e ainda acelerou no lendário circuito de Nordschleife.
“É sempre bom me reconectar com a velocidade de um F1 antes de Miami; foi um dia produtivo para entender o que melhorar no carro”, destacou Verstappen.
Por que Miami vira laboratório de pressão
O traçado do Hard Rock Stadium reúne retas longas, curvas de 90° e zonas de frenagem intensa. Segundo a estatística oficial da FIA, 78% das ultrapassagens em 2023 ocorreram na abertura da volta, área onde a nova asa pode oferecer vantagem no arrasto.
Historicamente, a Red Bull soma quatro vitórias em pistas de rua norte-americanas desde 2021. Na era do efeito solo, o time reduziu em 0s32 sua média de volta a cada pacote aerodinâmico introduzido — número que, se repetido, colocaria Verstappen dentro da margem de ataque às atuais favoritas.
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