Fisioterapia acelera recuperação após cirurgia de câncer de pele
Fisioterapia acelera recuperação após cirurgia de câncer de pele – Durante o Dezembro Laranja, profissionais de saúde lembram que a reabilitação inicia logo depois da retirada do tumor e é decisiva para impedir limitações funcionais.
Intervenções em áreas como rosto, pescoço e membros podem gerar dor, inchaço e perda de movimento, fatores que impactam atividades simples do dia a dia.
Por que a reabilitação é essencial
De acordo com o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região (Crefito-6), a cirurgia bem-sucedida não garante, sozinha, o retorno pleno às rotinas.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que o câncer de pele corresponde a cerca de 33% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, o que reforça a necessidade de protocolos pós-operatórios eficazes.
Quando a reabilitação é incorporada ao tratamento oncológico desde as primeiras semanas, há redução de dores persistentes, menor risco de complicações como linfedema e melhora na qualidade da cicatriz.
Como fisioterapia e terapia ocupacional atuam
A fisioterapia utiliza mobilizações suaves, alongamentos e técnicas de liberação tecidual para restaurar a amplitude articular, prevenir aderências e equilibrar a força muscular.
Já a terapia ocupacional foca na retomada da autonomia: treina habilidades motoras finas para escrever, vestir-se ou manusear utensílios e orienta adaptações no ambiente doméstico, evitando sobrecarga na área operada.

Além disso, o acompanhamento psicológico da imagem corporal é facilitado por exercícios funcionais que devolvem confiança ao paciente durante o processo de cicatrização.
A integração dessas duas especialidades, segundo o Crefito-6, garante que o paciente abandone gradativamente as restrições impostas pela cirurgia e recupere independência com segurança.
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Crédito da imagem: Divulgação