Flávio Bolsonaro crava vice da UPb e sacode alianças nos estados
BRASÍLIA – Ao confirmar, na quarta-feira (28), que seu vice na disputa presidencial sairá da federação União Progressista (UPb), o senador Flávio Bolsonaro (PL) acionou um efeito dominó que já chacoalha acordos regionais, principalmente no Nordeste.
- Em resumo: Escolha alinha PL e UPb nacionalmente e pode selar apoio a Ciro Gomes (PSDB) para o Governo do Ceará.
Bastidores esquentam no Congresso
O nome mais ventilado é o do senador Ciro Nogueira (PP), figura de trânsito fácil entre centro e direita e apadrinhado por Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a UPb reúne hoje cerca de 59 deputados e oito senadores, massa crítica capaz de garantir tempo de TV e musculatura em 2026.
Aliados veem a movimentação como estratégica: além de atrair partidos médios, o gesto sinaliza moderação de discurso e tentativa de ampliar a “frente antipetista” sem perder o eleitorado conservador.
“O nome indicado para compor como vice virá da União Progressista”, frisou o senador Flávio Bolsonaro ao confirmar a costura.
Repercussão no Ceará e impacto nacional
No Ceará, a aliança nacional deve se traduzir na dobradinha PL-UPb em torno de Ciro Gomes ao Palácio da Abolição. O aceno reforça rumores de que o tucano, derrotado em 2022, prepara nova ofensiva estadual respaldada por articulação de Brasília.

Especialistas lembram que, em 2018, composições de última hora definiram a eleição em 17 estados. A repetição do enredo pode ocorrer, desta vez, com um bloco político capaz de concentrar quase 30% do fundo partidário – estimado em R$ 4,9 bilhões, segundo dados públicos do TSE para o próximo ciclo eleitoral.
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