Silverstone – A Aston Martin entrou sob alerta máximo depois que Lance Stroll apontou, de forma pouco usual, a vulnerabilidade do motor e das curvas de alta velocidade no carro que a equipe planeja alinhar em 2026, ano da nova geração de unidades de potência da Fórmula 1.
- Em resumo: Stroll vê o AMR26 frágil em altas rotações e avisa: sem solução, a temporada pode escapar logo na largada.
Curvas rápidas escancaram o gargalo mecânico
Stroll revelou que a vibração excessiva e a entrega de energia do AMR26 tornam o monoposto instável justamente onde mais se ganha tempo: nas curvas de alta. Segundo a Anfavea, áreas de vibração e rigidez estrutural consomem até 30% do ciclo de desenvolvimento de um novo motor a combustão – indicador que explica por que ajustes finos demoram a chegar ao grid.
O canadense relembrou que apenas Fernando Alonso completou o GP do Japão, expondo o momento delicado da fábrica britânica.
“Sabemos que temos problemas com o motor… As curvas de alta velocidade ainda são um ponto fraco para nós”, alertou Stroll.
Por que essa falha pesa mais a partir de 2026
A partir de 2026, a FIA exigirá power units híbridas com 50% da potência oriunda do sistema elétrico. A vibração citada por Stroll impacta diretamente o pacote de baterias, componente que ficará ainda mais crítico sob o novo regulamento. Equipes que não dominarem a transição perderão até 0,7 s por volta, estimam engenheiros consultados pelo Motorsport.
Em paralelo, o investimento de fábricas globais em pesquisa de materiais avançados saltou 18% em 2023, de acordo com relatório da Oxford Economics, mostrando que a concorrência já se mexe para minimizar exatamente o tipo de fragilidade que a Aston Martin confessou ter.
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