Fraude em concurso da PCCE: prisão de PMs revela esquema nacional
Fortaleza/CE – Quatro agentes de Segurança Pública, três deles da Polícia Militar e um perito criminal, foram presos na última terça-feira (3) durante uma operação da Polícia Civil do Ceará (PCCE) que desarticulou um esquema de fraude em concursos públicos com alcance nacional.
- Em resumo: Grupo usava dispositivos eletrônicos para repassar respostas e já mirava provas de outros Estados.
Como funcionava a “cola eletrônica” que driblou bancas
De acordo com a PCCE, a organização criminosa ligava candidatos a “pontos” e receptores de áudio ocultos. As respostas eram transmitidas em tempo real por comparsas posicionados fora dos locais de prova, técnica semelhante à que motivou, em 2022, cancelamentos de exames em pelo menos quatro Estados.
Na ação conjunta da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Departamento de Inteligência Policial (DIP) e Polícia Civil de Pernambuco, foram apreendidos celulares, emissores, anabolizantes e armas. Três pessoas acabaram autuadas em flagrante por porte ilegal de arma e venda de substâncias proibidas.
“Os suspeitos já haviam obtido êxito em certames anteriores e pretendiam repetir o método no concurso para Oficial Investigador da Polícia Civil do Ceará”, detalhou o delegado titular da Draco.
Consequências imediatas e o que diz a lei
Além das prisões, a Justiça determinou tornozeleira eletrônica para os apontados como líderes do grupo e para candidatos beneficiados. Todos permanecem à disposição do Judiciário e podem responder pelo Art. 311-A do Código Penal, que prevê até oito anos de reclusão para fraude em certame de interesse público.

Segundo levantamento do Ministério da Justiça, ao menos 27 investigações sobre fraudes em concursos públicos foram abertas no País somente em 2023, número que acende alerta para bancas e concurseiros.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Civil do Ceará