Galípolo chama Banco Master de ‘time da terceira divisão’
Banco Central – Em São Paulo, durante evento da Associação Brasileira de Bancos, Gabriel Galípolo afirmou que a liquidação do Banco Master despertou um alarde “desproporcional” e reforçou que remunerar CDBs acima do CDI não configura infração.
- Em resumo: Para Galípolo, o problema estava na qualidade dos ativos, não no juro pago aos investidores.
Por que juros acima do CDI não incomodam o BC
Segundo o presidente do BC, não existe norma que impeça uma instituição de captar oferecendo taxas mais altas. A autoridade monetária monitora liquidez e solvência, não o preço individual de cada captação.
Ele explicou que, em condições normais, um banco se sustenta quando seus recebíveis retornam antes de as obrigações vencerem. A ruína começa quando essa “agenda de pagamentos” se desequilibra, seja por resgates em massa ou por ativos de baixa qualidade.
“A pergunta dos meus pares é: por que um time da terceira divisão está causando esse tipo de comoção?” — Gabriel Galípolo.
Risco sistêmico, PF e o peso da reputação
Galípolo lembrou que crises históricas, como Bamerindus (1997), envolveram bancos com mais de 5% dos ativos nacionais; o Master detinha menos de 0,2%. Mesmo assim, suspeitas sobre carteiras de crédito levaram o BC a acionar Polícia Federal e Ministério Público, algo raro em casos de pequeno porte.

De acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira da Febraban, 82% dos depósitos de varejo concentram-se em cinco grandes bancos, o que reduz impacto sistêmico de falhas isoladas. Ainda assim, a desinformação pode provocar corridas bancárias, elevando o custo de crédito para toda a economia.
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Crédito da imagem: Divulgação/ABBC
