Galpão pega fogo pela 2ª vez em 10 dias e ameaça fábrica de colchões
MARACANAÚ/CE – Um novo incêndio, registrado na madrugada de 3 de fevereiro de 2026, voltou a consumir o galpão de uma fábrica de colchões na Avenida Doutor Mendel Steinbruch, bairro Pajuçara, elevando a tensão entre trabalhadores e moradores da Região Metropolitana de Fortaleza.
- Em resumo: fogo começou na ala onde estavam materiais removidos do sinistro anterior e ameaçou outros galpões.
Chamas reincidentes: o que se sabe até agora
De acordo com o Corpo de Bombeiros, funcionários identificaram as primeiras labaredas por volta das 2h e tentaram contê-las com extintores e mangueiras. Quando as equipes de resgate chegaram, o foco já havia se alastrado entre estofamentos altamente inflamáveis, obrigando uma ação de contenção por cerca de duas horas.
O incêndio ocorreu exatamente dez dias após o primeiro episódio, em 24 de janeiro, acendendo um alerta sobre rotinas de prevenção exigidas pela norma NR-23 e estatísticas industriais do IBGE, que apontam que 6 em cada 10 plantas fabris cearenses operam com brigadas mínimas.
“O fogo ganhou força em minutos porque o material era o mesmo retirado do incidente anterior”, relatou um comandante da operação.
Por que o caso preocupa autoridades e mercado
Além do risco humano – não houve feridos desta vez –, a reincidência pressiona o setor industrial cearense a revisar protocolos. A Grande Fortaleza concentra 35% do PIB industrial do estado e, segundo levantamento da Federação das Indústrias, 18% das ocorrências de fogo em 2025 tiveram origem em depósitos de estofados ou têxteis.

Ainda não há estimativa sobre prejuízos, mas incêndios em galpões similares causaram danos médios de R$ 2,8 milhões somente em 2024, revela o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A investigação agora apura se a empresa cumpriu as exigências de isolamento de resíduos inflamáveis após o primeiro sinistro.
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Crédito da imagem: Divulgação