MIAMI (EUA) – A poucas horas da largada, o GP de Miami desponta como o ponto de virada que a Red Bull precisa para recuperar terreno na temporada 2026 da Fórmula 1, depois de um início fora do top-5 entre as equipes.
- Em resumo: Pausa de 5 semanas, estreia do motor Red Bull Ford no país e pressão direta de Max Verstappen formam o combo que transforma Miami em “vale-tudo” pela reação.
Por que Miami pode redefinir 2026
Segundo dados da FIA, os circuitos de rua costumam favorecer carros com alta tração mecânica – exatamente o ponto trabalhado nos ajustes do RB22 durante o intervalo forçado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.
Para Laurent Mekies, chefe da equipe, a pista norte-americana também sela a primeira apresentação do conjunto Red Bull Ford Powertrains em solo local, o que adiciona peso político e mercadológico à performance.
“Efetivamente, Miami será uma reinicialização da temporada... No final, apenas a pista revelará quão bom foi o nosso trabalho”, reforçou Mekies.
Números que explicam a urgência
A Red Bull despencou para o sexto lugar no Mundial de Construtores – posição inédita desde 2016. No pelotão dos pilotos, Max Verstappen é apenas o nono, enquanto Isack Hadjar ocupa o 12º posto.
O cenário contrasta com 2023, quando a equipe faturou 21 de 22 corridas. Para especialistas, cada ponto perdido agora custa caro: em média, subir uma posição na tabela garante US$ 10 milhões a mais no rateio de premiação ao final do ano.
Além disso, a volta da Ford como parceira técnica reacende um ciclo histórico: a montadora já venceu 176 GPs na categoria, a última vez em 2004. Uma performance aquém do esperado em Miami pode atrasar atualizações previstas para as etapas de Montreal e Austin.
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