Maranello, Itália – A temporada ainda engatinha, mas a Ferrari já admite publicamente o ponto fraco que sustenta a vantagem de 45 pontos da Mercedes no Mundial de Construtores: o motor.
- Em resumo: Leclerc diz que só a otimização da unidade de potência já tiraria boa parte da diferença para a rival alemã.
Motor sob pressão: onde a Ferrari perde segundos vitais
Vice-líder com 90 pontos, o time italiano viu a Mercedes vencer as três primeiras provas de 2026. Mesmo largando bem na Austrália e na China, o carro vermelho não manteve o ritmo de corrida. Segundo Charles Leclerc, o déficit se concentra na eficiência energética do propulsor híbrido – área em que a rival domina desde 2014, quando começou a era dos V6 turbo.
Estatísticas da Anfavea apontam que, no setor automotivo, saltos de 5% em eficiência podem gerar até 15% de ganho em desempenho competitivo. Em um esporte decidido por milésimos, essa margem é ouro.
“A otimização da unidade de potência é provavelmente a maior diferença entre a Mercedes e nós neste momento”, resumiu Leclerc.
Chassi competitivo, mas cavalo a menos no grupo propulsor
O monegasco defende que o chassi SF-26 se mostra sólido nas curvas de alta, o que mantém a Ferrari como perseguidora direta. O problema, explica, é a “potência pura” em retas longas, onde o conjunto alemão abre vantagem visível.
Desde 2022 a FIA limita a evolução de motores, mas atualizações de software e gerenciamento térmico seguem liberadas. Mercedes tem capitalizado nessa brecha, enquanto a Ferrari foca em confiabilidade. A próxima chance de atualização significativa virá apenas na pausa de verão europeia, pressionando os engenheiros de Maranello a extrair ganhos marginais já no GP de Miami.
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