Incêndio em sucata de Fortaleza: Bombeiros encerram rescaldo
Incêndio em sucata de Fortaleza: Bombeiros encerram rescaldo – Equipes do Corpo de Bombeiros finalizaram, na noite de sábado (27 de dezembro), o rescaldo que sucedeu o incêndio de grandes proporções na Sucata Chico Alves, localizada na Avenida Sargento Hermínio, Bairro Jacarecanga.
Desde a noite de 24 de dezembro, mais de 500 mil litros de água foram utilizados para eliminar brasas e focos residuais. A Defesa Civil manteve interditadas oito residências e um bloco com oito apartamentos em um condomínio vizinho, obrigando moradores a buscar hospedagem temporária.
Como o fogo começou e o impacto imediato
O estabelecimento estava fechado quando as chamas se espalharam. Os bombeiros foram acionados às 23h30 via CIOPS e mobilizaram 19 viaturas e mais de 50 agentes para conter o avanço do fogo.
Quatro pessoas ficaram feridas sem gravidade, entre elas dois bombeiros que retornaram rapidamente à operação. Segundo testemunhas, adolescentes teriam soltado bombas caseiras nas proximidades, informação ainda não confirmada.
Pendências de segurança e dados do setor
A sucata não possuía certificação de conformidade do Corpo de Bombeiros. O processo estava em análise, mas divergências no projeto impediram a emissão do laudo definitivo.
De acordo com levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ao menos 40% dos estabelecimentos comerciais do país funcionam sem Auto de Vistoria válido, aumentando o risco de sinistros semelhantes.
Histórico do negócio e extensão dos danos
Fundado em 1970 pelo empresário Francisco Alves de Oliveira, 84 anos, o empreendimento ocupava quase um quarteirão em três andares, comercializando peças automotivas usadas, sucatas metálicas e materiais recicláveis.

A rápida resposta das equipes impediu que o incêndio atingisse outras lojas e residências em uma área com alta concentração de material combustível, ressaltou o capitão Romário Fernandes.
No momento, técnicos avaliam a estrutura das casas interditadas para definir prazos de liberação, enquanto o proprietário aguarda a conclusão do laudo pericial para medir os prejuízos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Fabiane de Paula (SVM)
