Incineradas 3,4 t de drogas no CE; 67 processos encerrados
Polícia Civil do Ceará (PCCE) – Na última sexta-feira (22), a Delegacia de Narcóticos colocou fogo em 3.408,863 kg de entorpecentes, na primeira incineração de 2026, neutralizando material que sustentava organizações criminosas em 11 municípios cearenses.
- Em resumo: Queima histórica encerra 67 ações judiciais e retira mais de três toneladas de drogas do mercado ilegal.
Como a operação foi conduzida
A carga havia sido confiscada entre 2017 e 2025 em operações que envolveram Denarc, DRCO e batalhões de elite. A incineração só ocorreu após autorização judicial e foi acompanhada por Ministério Público, Vigilância Sanitária e representantes do Judiciário, conforme exige a Lei 11.343/2006.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), ações de destruição em massa reduzem em até 20% a circulação local de drogas nos três meses seguintes, impactando homicídios ligados a facções.
Foram “mais de três toneladas retiradas definitivamente de circulação”, ressaltou a PCCE, destacando que elas estavam distribuídas em 67 processos de 19 varas cearenses.
Tráfico perde fôlego e estatísticas comprovam
O Ceará bateu recorde de apreensões em 2025, reflexo da interiorização do tráfico. Somente Fortaleza respondeu por 40% do volume agora incinerado; as demais cargas vieram de Pacajus, Maracanaú, Sobral e outras oito comarcas.

Especialistas lembram que cada quilo de cocaína pode render até R$ 120 mil ao crime. Nesta conta, a perda acumulada supera R$ 400 milhões, dinheiro que abasteceria armas, corrupção e expansão de facções.
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