MARACANAÚ (CE) – Na última terça-feira (14), um homem de 47 anos ignorou a medida protetiva que o impedia de se aproximar da ex-companheira, invadiu a residência dela no bairro Jereissati II e acabou rendido por equipes da Força Tática da Polícia Militar. O flagrante, registrado em vídeo por vizinhos, reacende o debate sobre a escalada da violência doméstica no Ceará.
- Em resumo: suspeito entrou armado na casa da ex, resistiu, mas foi dominado e levado à Delegacia de Defesa da Mulher.
Como a Polícia agiu para conter a invasão
As imagens mostram duas viaturas cercando o imóvel antes da entrada rápida dos policiais, procedimento padrão para situações de risco iminente. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, o invasor foi autuado por violência doméstica e resistência – crimes que, combinados, podem resultar em mais de três anos de detenção, conforme o Código Penal e a Lei Maria da Penha.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, somente em 2023, foram registradas mais de 26 mil ocorrências de agressão contra mulheres no Estado, o que mantém o Ceará entre as dez unidades da federação com maior número absoluto de casos.
“O suspeito ofereceu resistência aos policiais militares, mas foi rendido e conduzido para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM)”, informou a SSPDS em nota.
Violência doméstica: números que preocupam
Pesquisa Ipsos-Ipec, em parceria com o Instituto Patrícia Galvão, revela que 95% das mulheres cearenses temem sofrer algum tipo de violência. O estudo aponta que quase uma em cada quatro entrevistadas identifica o próprio lar como cenário potencial de agressões – percentual que se reflete no aumento de pedidos de medidas protetivas nos últimos cinco anos.

Embora a Lei 11.340/2006 garanta afastamento imediato do agressor, especialistas defendem reforço na fiscalização eletrônica e maior celeridade na concessão de botões de pânico. Para a promotora de Justiça Valéria Cavalcante, “o monitoramento efetivo é decisivo para evitar que casos como o de Maracanaú terminem em tragédia”.
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