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Irã abandona Copa de 2026 e chama EUA de ‘regime corrupto’
Teerã, Irã – A menos de dois anos do pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026, o governo iraniano anunciou nesta quarta-feira (11) que a seleção não viaja a Estados Unidos, Canadá e México. A decisão, divulgada pelo ministro dos Esportes Ahmad Donyamali, escancara o agravamento da crise diplomática entre Teerã, Washington e Tel Aviv.
- Em resumo: sem notificar oficialmente a Fifa, Irã abandona o Grupo G e culpa os EUA pelo “assassinato” de seu líder.
Entenda a ruptura de última hora
Donyamali justificou a retirada ao vivo na TV estatal, acusando os Estados Unidos de serem um “regime corrupto”. Até o momento, a Fifa não recebeu pedido formal, passo obrigatório para oficializar a desistência segundo o artigo 8 do Regulamento de Competições.
Os iranianos disputariam duas partidas em Los Angeles e uma em Seattle contra Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Cada jogo em solo norte-americano renderia, em média, US$ 12 milhões em receitas de TV e marketing, estimam analistas da Deloitte Sports.
“Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”, declarou Ahmad Donyamali.
Impacto esportivo e geopolítico
Em 22 edições de Copa, apenas três seleções se retiraram após sorteio: Alemanha Oriental (1950), Congo (1974) e Iugoslávia (1994). Caso o Irã confirme a saída, a Fifa deve aplicar multa de até CHF 500 mil e buscar seleção substituta — possivelmente pela posição no Ranking Mundial.

No tabuleiro internacional, a medida adiciona tensão a um 2026 que já começa marcado por sanções econômicas mútuas. Segundo o FMI, o país persa teve retração de 4,2 % no PIB em 2025 após novos embargos. Analistas enxergam o boicote esportivo como tentativa de mobilizar apoio interno e pressionar adversários no Oriente Médio.
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Crédito da imagem: Divulgação
