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domingo, março 22, 2026

João Gomes falha ao mesclar forró e trap no EP ‘Trapzeiro’

João Gomes falha ao mesclar forró e trap no EP ‘Trapzeiro’

Rio de Janeiro (RJ) – O pernambucano João Gomes colocou no ar, em 19 de março, o EP ao vivo “Trapzeiro”, gravado diante de 50 mil pessoas nos Arcos da Lapa em 26 de outubro de 2025. Apesar do título audacioso, a tão alardeada fusão de forró com trap praticamente não aparece nas cinco faixas inéditas, conforme apontam primeiras críticas.

  • Em resumo: O disco mantém o piseiro romântico de Gomes e frustra quem esperava batidas sombrias do trap.

Por que a mistura prometida não chegou aos ouvidos

A tentativa de combinar o grave do trap com o teclado acelerado do piseiro se dilui em arranjos açucarados. “Vinho, voz e violão”, que junta os rappers BK e L7nnon, abre o trabalho ainda ancorada no xote, não no 808 pesado. O veredicto, sintetizado na resenha que viralizou: “não deu match”, frase ecoada nas redes.

Essa resistência a sair da zona de conforto romântica já era percebida nos álbuns anteriores, mas chama atenção agora porque a estética trap virou febre no streaming. Segundo o IBGE, o segmento de música e artes cênicas movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em 2023, evidenciando um mercado onde inovação costuma ser recompensa garantida.

“Não deu liga, não deu match!”, cravou a crítica ao avaliar o disco.

Convidados de peso, mas apenas um destaque

Para turbinar o projeto, Gomes chamou MC Kevin O Chris (“Ventilador”), MC Cabelinho (“A pouco tempo” e “Vou gritar que te amo”) e Luiz Lins, este último responsável por “Eu tô bem”, considerada a faixa mais ousada. Lins injeta verborragia de rap e R&B, criando o momento em que o trap finalmente dá as caras – ainda que discretamente.

Apesar do esforço coletivo, o EP termina com gosto de oportunidade perdida. Analistas já debatem se a estratégia foi teste de público ou mero aceno de marketing, sobretudo porque o trap brasileiro ganhou força comercial em 2025, ano em que o gênero teve crescimento de dois dígitos nas principais plataformas de áudio.

O que você acha? A combinação entre piseiro e trap ainda pode funcionar ou a essência de cada estilo é incompatível? Para mais análises do universo pop, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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