Kassab planeja liberar PSD para apoiar Lula ou Bolsonaro
BRASÍLIA – Em meio às articulações para 2026, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, estuda autorizar cada diretório estadual a decidir se apoia uma chapa própria da sigla, a reeleição do presidente Lula ou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). A manobra, revelada na última quinta-feira (29), pode redefinir o xadrez político no Ceará e em outros estados onde alianças locais são decisivas.
- Em resumo: diretórios ganharão carta branca para escolher o presidenciável mais vantajoso em cada estado.
Por que a mudança interessa aos estados
Kassab quer evitar que imposições nacionais provoquem deserções regionais, estratégia que ganhou força após o PSD eleger 42 deputados e 11 senadores em 2022, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.
No Ceará, onde a sigla integra a base do governo Elmano de Freitas, aliados avaliam que a liberdade de escolha pode ampliar o número de prefeituras filiadas em 2024 e turbinar o palanque estadual daqui a dois anos.
“Kassab trabalha com a ideia de liberar os diretórios regionais da sigla para que façam as alianças mais convenientes”, aponta a nota publicada pelo Estadão.
Três nomes internos ainda na corrida
Mesmo com a abertura de opções, o PSD mantém pré-candidatos próprios: Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Todos contam com máquina estadual robusta e pretendem usar as redes de prefeitos para medir força nacional.

Analistas lembram que, em 2018, alianças regionais foram decisivas para o PSL de Jair Bolsonaro ampliar bancadas no Congresso. A regra de ouro permanece: palanque forte nos estados costuma render minutos de televisão e recursos do fundo partidário.
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