Fortaleza/CE – Em entrevista concedida recentemente, a deputada estadual Lia Gomes (PSB) contestou a sinceridade do apoio ventilado pelo deputado federal Moses Rodrigues (União Brasil) a uma eventual tentativa de reeleição do irmão dela, o senador Cid Gomes (PSB). Para Lia, o gesto busca mais enfraquecer do que fortalecer o projeto eleitoral do ex-governador.
- Em resumo: Lia afirma que o endosso de Moses seria apenas cálculo político para capitalizar o peso eleitoral de Cid.
Por que o gesto de Moses levanta suspeitas
No cenário político cearense, apoio público nem sempre significa aliança sólida. Analistas lembram que Moses e Cid travaram disputas diretas em 2022, quando o União Brasil apoiou adversários do PSB. Segundo Lia, o novo discurso do parlamentar se explica apenas pelo “atrativo de votos” que o sobrenome Gomes ainda carrega.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que, em 2022, mais de 4,5 milhões de eleitores compareceram às urnas no Ceará, tornando cada apoio determinante para 2026, ano em que apenas uma das três vagas ao Senado estará em disputa.
“Ele está falando isso porque sabe que o nome do Cid daria peso à chapa, mas, na prática, querem é enfraquecê-lo”, criticou Lia Gomes.
Contexto ampliado: o que está em jogo em 2026
A cadeira de Cid só será colocada à prova em 2026, mas as negociações começam cedo. Historicamente, senadores que buscam a reeleição têm vantagem: levantamento do Senado indica taxa de recondução próxima a 60 %. Ainda assim, a fragmentação partidária no Ceará — onde PT, PDT, PSB e União Brasil disputam a mesma base governista — aumenta a imprevisibilidade.
Além disso, a minirreforma eleitoral aprovada em 2023 limitou coligações proporcionais, pressionando siglas a alinharem majoritários com antecedência. Qualquer movimentação pública, portanto, serve de termômetro para futuras composições e liberação de verbas partidárias.
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