Lolla 2026: câmeras raras e até terço aparecem nos achados
São Paulo/SP – Na reta final do Lollapalooza Brasil 2026, o setor de achados e perdidos do Autódromo de Interlagos virou vitrine de histórias inusitadas: câmeras analógicas, smartwatch, óculos de grau e até um terço aguardam reencontro com seus donos.
- Em resumo: sistema Smart&Found gera QR Code que acelera a devolução e preserva até objetos de valor afetivo.
Como a tecnologia virou aliada contra o extravio
Logo que um item chega ao balcão próximo ao Palco Perry’s, a equipe fotografa, descreve e cria um código de identidade digital. Quem perdeu algo pode consultar o cadastro pelo celular ou escanear os QR Codes espalhados pelo evento. A chefe do SAC, Fabi Pavarin, explica que o cruzamento de dados permite avisar o dono mesmo se ele perder documentos e não o telefone. A iniciativa segue recomendações do Procon-CE sobre boas práticas em grandes eventos e mira reduzir filas e frustrações.
O serviço também comunica alertas nos telões entre os shows, transmitidos pela Band, reforçando a cultura de devolver antes que o objeto ganhe caminho definitivo para o depósito.
“Às vezes não é pelo valor, mas pelo apego. É o ser humano acreditando no ser humano”, resume Fabi Pavarin.
Direitos do público e impacto financeiro
Perder um bem durante um festival não significa abrir mão dele. O Código de Defesa do Consumidor (art. 14) estabelece que o organizador responde pela guarda dos pertences dentro da área controlada do evento. Especialistas lembram que, caso o item não seja localizado, o dono pode exigir ressarcimento, especialmente quando comprovada falha de segurança.

Para além da lei, o volume de objetos chama atenção. Em megaproduções do porte do Lolla, associações do setor estimam que até 5% dos 300 mil ingressos resultem em ocorrências de perda. Se cada item tiver valor médio de R$ 250, o montante extraviado pode beirar R$ 3,7 milhões — um retrato do risco financeiro e emocional que paira sobre o público.
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Crédito da imagem: Divulgação / João de Mari
