GigU – Um levantamento nacional divulgado recentemente escancara que escolher o combustível certo virou questão de sobrevivência financeira para motoristas de aplicativo: quem roda de carro elétrico já fatura até 70% mais por hora do que colegas à gasolina.
- Em resumo: Margem líquida de 57% nos elétricos contra 36,8% nos modelos a gasolina.
Por que a diferença explode no bolso do motorista
O estudo analisou dados de 56 mil condutores em 22 estados e concluiu que o gasto por quilômetro despenca quando a energia vem da tomada. Na prática, são R$ 21,86 de lucro por hora no elétrico, contra R$ 12,85 nos carros convencionais.
O ganho extra se repete do Amazonas à Bahia. Em Manaus, por exemplo, quem dirige na categoria Comfort vê a renda saltar para R$ 27,64/h com bateria, enquanto permanece em R$ 8,92/h com gasolina – diferença de 210%.
“Custos operacionais, não o faturamento bruto, determinam a rentabilidade. Elétricos reduzem a despesa e trazem previsibilidade”, explica Luiz Gustavo Neves, CEO da GigU.
Contexto: eletrificação acelera mesmo sem incentivo amplo
Segundo a Fenabrave, o Brasil emplacou 93 reais mil veículos 100% elétricos e híbridos plug-in em 2023, alta de 91% sobre o ano anterior. A frota ainda é minúscula – menos de 1% do total –, mas cresce puxada por aplicativos e frotistas.

Na ausência de um programa federal robusto, motoristas recorrem a financiamento privado ou aluguel. Para quem não pode eletrificar já, o GNV desponta: margem de 52,7% e, no Rio, R$ 21,37/h frente a R$ 16,05/h na gasolina. Etanol segue volátil, rendendo mais que a gasolina só onde a paridade de preço cai abaixo de 70%.
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