Marido de prefeita preso e ela denuncia ‘perseguição’ do MPCE
Pires Ferreira/CE – Um dia depois de seu marido ser detido em uma operação do Ministério Público do Ceará (MPCE), a prefeita Dra. Lívia Muniz afirmou que o caso “é mais um capítulo de perseguição política” que, segundo ela, acompanha a família desde que entrou na vida pública.
- Em resumo: Gestora diz que prisão de Marcos Paulo é motivada por interesses eleitorais e não detalha acusações.
Operação mira supostas irregularidades
O MPCE deflagrou a ação na quarta-feira (28) para apurar possíveis desvios de recursos na Prefeitura. De acordo com nota do órgão, foram cumpridos mandados de busca e de prisão temporária contra servidores e empresários ligados à administração municipal. Embora o Ministério Público não tenha divulgado valores, levantamentos do Portal da Transparência do MPCE mostram que só em 2023 as forças-tarefa anticorrupção bloquearam mais de R$ 42 milhões em bens de agentes públicos no Ceará.
Nos stories do Instagram, Lívia não cita a prisão de Marcos Paulo nem esclarece o foco da investigação. Ela limita-se a mencionar “informações que circularam nas últimas horas envolvendo o nome de meu esposo”.
“Reafirmamos que, mais uma vez, estamos diante de perseguição política, movida por interesses que nada têm a ver com o bem do nosso município”, escreveu a prefeita.
Contexto: investigações contra prefeitos crescem 37% no CE
Dados do Tribunal de Contas do Estado indicam que, apenas no último ano, 27 gestores cearenses responderam a processos por contratação irregular, um salto de 37% em comparação a 2022. Especialistas lembram que, se confirmadas infrações de responsabilidade, prefeitos podem ter mandato cassado com base no Decreto-Lei 201/67.

Apesar do avanço das apurações, o jurista Francisco Lucena explica que a prisão temporária não implica culpa formada: “É uma medida cautelar para impedir destruição de provas. O devido processo ainda vai definir se houve crime e quem participa”.
E você? Acredita que as operações do MPCE são instrumento de justiça ou arma política em ano pré-eleitoral? Para entender outros casos que movimentam o Ceará, acesse nossa editoria.
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