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sábado, março 14, 2026

Mesmo com Selic a 15%, juros do Minha Casa ficam congelados

Mesmo com Selic a 15%, juros do Minha Casa ficam congelados

BNDES, Rio de Janeiro/RJ – O ministro das Cidades, Jáder Filho, avisou nesta segunda-feira (9) que as taxas do Minha Casa, Minha Vida permanecerão intactas, apesar da possível flexibilização da Selic. Para quem sonha com a casa própria, o recado é claro: o custo do financiamento não vai encolher tão cedo.

  • Em resumo: governo mantém juros do programa no menor nível histórico, mas sem nova redução, mesmo com Selic em 15%.

Por que o governo resiste a novos cortes?

Segundo Jáder Filho, a atual estrutura de juros – 4% ao ano para a Faixa 1 no Norte e Nordeste, e 4,25% nas demais regiões – já seria “a menor da história” do programa. Ele citou ainda que a Selic segue em 15%, o maior patamar desde 2006, e que eventuais cortes pelo Banco Central não mudariam o planejamento orçamentário de curto prazo.

O ministro argumenta que, com essas taxas, o programa deve fechar 2026 com 3 milhões de contratos assinados, sendo 1 milhão somente neste ano – volume que exigiria R$ 10 bilhões em subsídios federais, de acordo com estimativas internas.

“Estamos na menor taxa de juros da história do programa, e os resultados mostram que ela atende à necessidade do povo brasileiro”, reforçou Jáder Filho.

Como isso pesa no bolso e no déficit habitacional

Manter a taxa reduzida é positivo, mas analistas alertam que sem novos cortes o impacto da Selic alta continua sendo repassado a outras linhas de crédito imobiliário. Em 2025, os bancos fecharam o ano com juros médios de 47,2% para pessoas físicas, sete vezes superiores aos praticados pelo MCMV.

Dados do IBGE indicam que o déficit habitacional brasileiro ultrapassa 5,8 milhões de moradias, pressionando programas sociais. Ou seja, congelar as taxas ajuda quem já está na fila, mas pode limitar o alcance a novos beneficiários caso o custo de capital permaneça elevado.

O que você acha? Manter as taxas é suficiente ou o governo deveria aliviar ainda mais o financiamento popular? Para mais análises de mercado, acesse nossa editoria de Finanças.


Crédito da imagem: Divulgação / Governo Federal

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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