Michelle Bolsonaro critica André Fernandes por apoiar Ciro
Michelle Bolsonaro critica André Fernandes por apoiar Ciro – Em visita ao Ceará, no último domingo (30), a ex-primeira-dama confrontou o deputado federal André Fernandes (PL-CE) após ele declarar apoio à pré-candidatura de Ciro Gomes (PDT) ao governo estadual.
Durante evento partidário em Fortaleza, Michelle lançou os nomes do senador Eduardo Girão (Novo) para o governo e da vereadora Priscila Costa (PL) para o Senado, contrariando a orientação do ex-presidente Jair Bolsonaro e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Racha exposto no palanque
A intervenção ocorreu diante de filiados e simpatizantes, levando Fernandes a um constrangimento público. Michelle afirmou que a definição de candidaturas deve seguir “a vontade da base conservadora”, rejeitando alianças com legendas de oposição.
O episódio se soma a outras contestações que a ex-primeira-dama já fez em Santa Catarina e no Distrito Federal, onde também se posicionou contra candidatos chancelados pela direção do partido. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o PL elegeu 99 deputados federais em 2022, formando a maior bancada da Câmara, o que aumenta o impacto de disputas internas (dados do TSE).
Disputa de voz dentro do PL
Aliados relatam que Michelle deseja centralizar as decisões eleitorais, contrariando o senador Flávio Bolsonaro, escolhido oficialmente como porta-voz do pai. Ela também faz oposição aberta a candidaturas defendidas pelos filhos Carlos e Eduardo Bolsonaro em outros estados.
Para analistas, o embate cria incertezas sobre palanques regionais e pode impactar a formação de coligações nas eleições municipais de 2024, quando o PL busca ampliar o número de prefeitos – atualmente são 347, de acordo com levantamento da sigla.

Apesar da divergência, André Fernandes reiterou nas redes sociais que mantém diálogo com a direção nacional e que sua prioridade é “derrotar a esquerda no Ceará”. Até o momento, Jair Bolsonaro não se pronunciou publicamente sobre o atrito.
No fim do evento, Michelle reforçou que novas agendas estaduais serão anunciadas em agosto, quando pretende “ouvir a base” antes de qualquer decisão oficial.
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