Warrington, Inglaterra – O achado do corpo do cearense Samuel de Souza Frota, 23, sobre os trilhos entre Winwick e Vulcan, às 18h40 de 12 de abril, acendeu alerta no Ministério das Relações Exteriores e na Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará, que agora correm contra o tempo para explicar o que aconteceu e viabilizar o traslado do jovem.
- Em resumo: Brasileiro foi encontrado morto na linha férrea; família quer laudo definitivo e custeio do retorno do corpo.
Viagem por trabalho que terminou em tragédia
Samuel deixou o Ceará em novembro de 2025 para ser telefonista a convite de um amigo. Na prática, segundo parentes, esbarrou em dificuldades trabalhistas, dívidas e abalo psicológico. O Consulado-Geral do Brasil em Edimburgo confirma que presta assistência e mantém diálogo com a polícia britânica.
A advogada da família, Layanna Pontes, teve acesso a um atestado de óbito provisório e já solicitou a autópsia completa. “É um momento de muita dor; precisamos de respostas oficiais”, reforçou.
“Fomos chamados à via férrea por volta das 18h40 de domingo, 12 de abril, após relatos de uma vítima nos trilhos”, informou um porta-voz da polícia local ao jornal Warrington Guardian.
Repatriação e amparo psicológico em debate
A Sedih mobilizou equipe multidisciplinar para acompanhar os parentes e avaliar se o traslado poderá ser custeado pela Lei nº 19.651/2026, pioneira no país para auxiliar famílias de cearenses mortos no exterior. O governo estadual afirma que seguirá os requisitos da norma antes de definir o apoio financeiro.
Segundo o Atlas da Violência 2023, brasileiros entre 15 e 29 anos concentram mais da metade das mortes violentas registradas no país, indicador que evidencia a vulnerabilidade dessa faixa etária mesmo fora do território nacional.
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