Morte de Estelita Cordeiro, sacristã histórica de Quixadá
Morte de Estelita Cordeiro – Na última quinta-feira (11), a sacristã que serviu por meio século a Catedral Jesus Maria José, em Quixadá, faleceu aos 93 anos, deixando um legado de fé e dedicação.
A notícia comoveu fiéis e moradores, que desde as primeiras horas da manhã participam do velório na própria catedral. A missa de corpo presente está marcada para as 15h, seguida de sepultamento na Serra do Estevam.
Despedida marcada por homenagens
Durante todo o dia, paroquianos acendem velas e rezam diante do caixão como forma de gratidão pelo trabalho voluntário da sacristã.
Em nota, a Paróquia Jesus Maria José destacou “confiança na ressurreição e na vida eterna” e pediu que a Sagrada Família acolha Estelita “na morada celeste”.
Cinco décadas de serviço voluntário
Responsável por zelar pela sacristia, preparar o altar e apoiar celebrações, Estelita exerceu o ofício de forma contínua por 50 anos, tornando-se referência para gerações de coroinhas.
Estudos sobre leigos mostram que o voluntariado é essencial para o funcionamento de paróquias no Brasil; segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), há mais de 400 mil leigos atuando em serviços litúrgicos em todo o país.
A longevidade de Estelita ilustra essa realidade: mesmo com mais de 90 anos, ela continuava presente em missas diárias, cuidando de cálices, toalhas e ornamentos com esmero.

No fim da tarde, a comunidade católica de Quixadá deve se reunir novamente para um terço especial em memória da sacristã.
O pároco local, padre Francisco Martins, lembrou que “a melhor homenagem é manter vivo o espírito de serviço que ela ensinou”.
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Crédito da imagem: Divulgação