Motorista mata entregador em Fortaleza; carro tinha ketamina
Motorista mata entregador em Fortaleza; carro tinha ketamina – Um consultor automotivo de 25 anos foi preso na noite de sexta-feira (5 de dezembro) após atropelar e matar um motociclista que trabalhava como entregador no bairro Jangurussu, em Fortaleza.
No interior do veículo, a Polícia Militar localizou comprimidos de Viagra, frascos de cetamina, seringas e outros insumos, indícios de possível consumo de substâncias ilícitas.
Como ocorreu o acidente
Segundo o boletim da PM, o carro conduzido por Thiago Greenhalgh de Melo Braun colidiu frontalmente com a moto pilotada por Darlei Alves Mesquita, que morreu ainda no local.
O impacto foi tão forte que o automóvel derrubou parte do muro de dois comércios vizinhos, atingindo cinco gatos e um cachorro, que também não resistiram.
Prisão preventiva e suspensão da CNH
Levado ao 30º Distrito Policial, Braun foi autuado por homicídio culposo na direção de veículo automotor. No dia seguinte, 6 de dezembro, a Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva e determinou a suspensão de sua Carteira Nacional de Habilitação.
A defesa do motorista ainda não se manifestou.
Drogas no trânsito: panorama e alerta
O uso de substâncias psicoativas ao volante preocupa especialistas. O Atlas da Violência 2023 aponta que mortes no trânsito seguem entre as principais causas de óbitos externos no Ceará, reforçando a necessidade de campanhas permanentes de fiscalização.
A cetamina, localizada no carro, é um anestésico de uso médico e veterinário que, em doses recreativas, provoca alucinações e pode comprometer reflexos essenciais para a condução segura.

Já o Viagra, fármaco indicado para disfunção erétil, pode causar efeitos colaterais como taquicardia e queda de pressão, potencializando riscos quando combinado a outras drogas ou álcool.
Para reduzir acidentes, o Código de Trânsito Brasileiro prevê tolerância zero para drogas ilícitas na direção, com penas que vão de multa pesada à prisão.
Outras ações de combate incluem operações integradas e testes toxicológicos aleatórios, medidas apontadas como eficazes pela Secretaria Nacional de Trânsito.
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Crédito da imagem: Divulgação
