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MP investiga superfaturamento na Prefeitura de Quixelô
MP investiga superfaturamento na Prefeitura de Quixelô – O Ministério Público do Ceará (MPCE) deflagrou, na manhã de quinta-feira (4), a operação Aratrum para apurar suspeitas de sobrepreço e inexecução contratual no aluguel de máquinas pesadas pelo município de Quixelô.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão e seis de busca e apreensão em Quixelô, Canindé e Itapiúna.
Contratos somam mais de R$ 100 milhões
O foco da investigação é a Urbanize Locações e Serviços, empresa que mantém contratos com 17 prefeituras cearenses e que, desde 2020, movimentou mais de R$ 100 milhões em recursos públicos.
Apenas em 2025, a Urbanize recebeu R$ 12,9 milhões; em Quixelô, os pagamentos entre 2021 e 2025 alcançaram R$ 3,7 milhões. Conforme o MPCE, há indícios de peculato, falsidade ideológica e associação criminosa. Dados da Polícia Civil do Ceará indicam que fraudes em contratos públicos figuram entre os crimes com maior impacto financeiro para os cofres municipais.
Alvos da operação Aratrum
Dois secretários municipais de Quixelô tiveram prisão temporária decretada. O empresário David Lopes Silva, apontado como proprietário da Urbanize, está foragido.
Durante as diligências, agentes recolheram documentos, computadores e celulares que passarão por perícia para rastrear eventuais irregularidades nos processos licitatórios.

Impacto do superfaturamento
Auditorias do Tribunal de Contas da União mostram que sobrepreço na locação de máquinas pode elevar em até 30% o custo final de obras, reduzindo investimentos em saúde, educação e infraestrutura.
O MPCE ressalta que o material apreendido embasará futuras denúncias e eventuais ações de improbidade administrativa, além de pedidos de ressarcimento ao erário.
As investigações seguem em sigilo. Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Polícia.
Crédito da imagem: Divulgação / MPCE
