Operação apura cartel em postos de combustíveis de Fortaleza
Cartel em postos de combustíveis é alvo de uma força-tarefa deflagrada na última sexta-feira (28 de novembro de 2025) em Fortaleza e no Rio de Janeiro.
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) cumpriu 18 mandados de busca em endereços ligados a distribuidoras e donos de postos suspeitos de combinar preços, prática que fere a livre concorrência e onera o consumidor.
Como funcionava o esquema de preços
Fiscalização do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) detectou, em novembro de 2023, valores idênticos em 95 postos da capital. Monitoramentos realizados em março de 2024 confirmaram o padrão.
A suspeita foi remetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que encontrou indícios de acordo secreto em sete estabelecimentos de uma mesma região da cidade.
Fase atual da investigação
Além da vertente criminal, a Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz-CE) verificou notas fiscais, sistemas de bombas e documentos contábeis.
Segundo o secretário Fabrízio Gomes, os investigados acumulam R$ 30 milhões em dívidas já inscritas na ativa. O valor, destaca ele, seria suficiente para erguer três escolas de tempo integral.
Equipamentos apreendidos seguem em perícia e podem elevar o montante sonegado.

Impacto ao consumidor e como denunciar
O Ceará possui cerca de 1.100 postos, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo. Estudos do Cade mostram que, quando há cartel, o preço final pode aumentar até 12 %.
Consumidores que notarem cobranças semelhantes em diferentes locais podem acionar o Decon pelo telefone 151 ou registrar reclamação no Procon Fortaleza. Aplicativos como “Preço Ceará” ajudam a comparar valores em tempo real e reforçar as denúncias.
Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação / Sefaz-CE
