Canindé, CE – Na última terça-feira (21), a Polícia Militar do Ceará (PMCE) participou da primeira refaunação de um papagaio-verdadeiro no Estado, ação que marca um novo passo contra o tráfico de animais e pela recuperação da biodiversidade local.
- Em resumo: Ave apreendida ganhou liberdade e simboliza avanço na proteção da fauna cearense.
Entenda a refaunação e por que ela importa
Coordenada pela Célula de Animais Silvestres (Ceasi) da Secretaria de Proteção Animal do Ceará, a iniciativa recebeu suporte do Batalhão de Polícia do Meio Ambiente e de órgãos ambientais. A prática de devolver espécies nativas ao habitat natural é reconhecida como ferramenta essencial para restaurar ecossistemas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Especialistas explicam que reintroduções controladas aumentam a diversidade genética e reduzem o desequilíbrio causado pelo desmatamento e pela caça ilegal.
“A refaunação é considerada um marco para a preservação da biodiversidade no Ceará, representando um avanço nas políticas públicas voltadas à proteção animal”, ressaltou a Ceasi.
Risco de extinção e combate ao tráfico
O papagaio-verdadeiro, espécie comum no Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil, sofre pressão da captura clandestina para o comércio doméstico. Só em 2023, mais de 38 mil aves foram apreendidas no país, segundo levantamentos oficiais integrados por órgãos de fiscalização.
No Ceará, a situação é agravada pela perda de habitats: o IBGE estima que a Caatinga estadual perdeu 13% de cobertura vegetal entre 2000 e 2020, reduzindo áreas de nidificação para aves silvestres. Operações como a de Canindé reforçam a integração entre polícia, órgãos ambientais e sociedade civil para frear esse cenário.
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