FORTALEZA (CE) – Na última quinta-feira (16), a terceira fase da Operação Lotus virou o mapa da criminalidade na capital cearense de cabeça para baixo: quatro mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) contra um grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
- Em resumo: ação simultânea cercou quatro bairros da AIS 16, apreendeu celulares, veículos e mirou líderes com passagens por homicídio e porte de arma.
Como a ofensiva foi articulada
A Delegacia de Narcóticos (Denarc) coordenou a blitz de inteligência que alcançou Paupina, Messejana, Jangurussu e o sistema prisional. Alvos de 32, 39, 42 e 37 anos – dois deles já com histórico de homicídio e receptação – foram capturados e encaminhados à sede da Denarc, onde as determinações da Vara de Delitos de Organizações Criminosas foram formalizadas.
Segundo a polícia, o grupo tem raízes no Rio de Janeiro e operava a transferência de lucros do tráfico usando empresas de fachada. Relatório parcial deve integrar o inquérito que apura ocultação de ativos, modalidade que, só em 2024, gerou R$ 34 bilhões em prejuízos ao erário, de acordo com dados do Atlas da Violência.
“Os alvos integram um grupo criminoso de origem carioca, investigado por lavagem de dinheiro e traficância de entorpecentes”, destacou a PCCE em nota.
Por que a operação importa para o cearense
Além de sufocar o caixa da quadrilha, a apreensão de celulares promete rastrear a rota da cocaína que abastece bares e comunidades da capital. Estatísticas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que Fortaleza registrou aumento de 18 % nas ocorrências ligadas a facções interestaduais no último ano – cenário que a Operação Lotus tenta reverter.
A PCCE reforça que denúncias anônimas seguem cruciais. Informações podem ser enviadas ao 181 ou via WhatsApp (85) 3101-0181, inclusive com fotos e vídeos, mantendo sigilo absoluto.
O que você acha? Reforçar as denúncias anônimas é caminho eficaz contra o crime organizado? Para mais coberturas da editoria, acesse nossa área de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação