PCC arma coação no jogo do bicho; luxo e arsenal apreendidos
Fortaleza/CE – Nas primeiras horas da última quinta-feira (5), a Polícia Civil do Ceará deflagrou a operação “Jogo Sujo” e prendeu seis suspeitos de integrar um esquema que, segundo as investigações, usava a força do PCC para monopolizar o jogo do bicho em três cidades cearenses.
- Em resumo: armas, carros de luxo, dinheiro vivo e bloqueio de bens desmontam a engrenagem financeira do grupo.
Como funcionava a pressão sobre cambistas
A investigação aponta que o bando coagiu cambistas, operadores e comerciantes a migrarem para plataformas controladas pela facção. Áudios e mensagens teriam sido usados para ameaçar quem resistisse. O modo de operação repete o padrão de extorsão descrito em dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, onde a violência financeira costuma preceder o domínio territorial.
Cerca de 30 policiais civis cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca em Quixeramobim, Pedra Branca e na capital. Um dos alvos já estava recolhido em unidade prisional desde a véspera, o que facilitou o sexto cumprimento.
“Foram apreendidos dinheiro em espécie, veículos de luxo, uma espingarda, uma pistola e muitas munições”, detalhou a corporação.
Por que a ofensiva mira o patrimônio do grupo
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens – estratégia alinhada à Lei 9.613/1998, que combate a lavagem de dinheiro ao sufocar o fluxo financeiro ilícito. Segundo economistas ouvidos pelo Ministério da Justiça, cada veículo de luxo congelado impede a reciclagem de até R$ 500 mil no mercado formal.

A Polícia Civil mantém diligências para identificar possíveis laranjas e mapear contas usadas para ocultar ganhos. Historicamente, operações contra o jogo do bicho resultam em aumento de apreensões de armas curtas, justamente o tipo preferido em crimes de extorsão, indicam relatórios anuais do FBSP.
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Crédito da imagem: Divulgação / PCCE