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Pé de galinha rende US$ 221 mi ao Brasil e vira ouro na China
São Paulo/SP – Impulsionado pela fome chinesa por petiscos exóticos, o pé de galinha saltou de sobra de açougue a produto premium e injetou US$ 221 milhões na balança comercial brasileira em 2025, 9,5% acima do ano anterior.
- Em resumo: China paga até US$ 3 mil por tonelada, quase 50% a mais que outros mercados.
Da descarte ao luxo: a virada de jogo no mercado asiático
Desde que Pequim liberou as compras de carne de frango em 2009, o miúdo virou artigo de desejo. A cotação média no atacado paulista chegou a R$ 5,75 em 2026, alta de 41,3% sobre 2020, segundo o analista Fernando Iglesias (Safras & Mercado). No exterior, a Ministério da Agricultura confirma que o país asiático responde por mais de 80% das exportações do produto.
Em solo chinês, o pé chega às gôndolas já temperado, embalado a vácuo e até em máquinas de conveniência no metrô. Consumido “roendo e chupando” para passar o tempo, ganha status de snack equivalente ao amendoim para os brasileiros.
“A China é o mercado que melhor remunera o pé de galinha, pagando cerca de US$ 3 mil por tonelada”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Fator pet e economia criativa: outros motores de valorização
Nem tudo vai para o prato humano. A indústria pet nacional transforma o que fica no mercado interno em farinhas proteicas – segmento que cresceu 13% em faturamento no último ano, puxando demanda adicional e segurando preços.

Além de China e África do Sul, destinos como Vietnã, Filipinas e Hong Kong ampliam pedidos, reforçando a posição do Brasil como segundo maior exportador de carne de frango do mundo. Dados da Organização Mundial do Comércio indicam que o país responde por quase 15% do comércio global do setor, atrás apenas dos Estados Unidos.
O que você acha? Você consumiria esse snack exótico ou deixaria para os pets? Para outras análises de mercado, confira nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
