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Petróleo a US$100: Lula cria sala de crise e ameaça revendas
BRASÍLIA – Em meio à disparada do barril para além dos US$ 100 após a escalada bélica no Oriente Médio, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva instituiu uma Sala de Monitoramento para evitar impacto direto nos postos e prometeu multas “severas” a distribuidoras acusadas de especular sobre o preço dos combustíveis.
- Em resumo: Governo descarta interferir na Petrobras, mas mobiliza ANP, Procon e Polícia Federal contra aumentos “criminosos”.
Por que o preço disparou?
A cotação internacional subiu depois que dados do Banco Central mostram que tensões militares entre Estados Unidos, Israel e Irã restringiram rotas vitais, como o Estreito de Ormuz, responsável por 20% do fluxo global de petróleo.
Com a commodity no maior patamar desde fevereiro de 2022, especialistas lembram que cada variação de 1% no Brent costuma acrescentar até 0,05 ponto percentual à inflação brasileira, pressionando transporte e alimentos.
“Não seremos irresponsáveis de intervir numa empresa listada em Nova York”, garantiu Silveira ao rebater rumores de controle de preços na Petrobras.
O que muda para o motorista brasileiro?
Embora o ministro afirme não haver risco de desabastecimento, o governo montou força-tarefa com ANP, Senacon e Polícia Federal para checar bombas e notas fiscais. Postos flagrados com repasses abusivos podem pagar multa de até R$ 5 milhões, segundo o Código de Defesa do Consumidor.
Para dar previsibilidade, a Sala de Monitoramento analisará diariamente estoques, importações e variações cambiais. Caso a volatividade persista, medidas como liberação de estoques estratégicos – prática adotada pela Agência Internacional de Energia em crises anteriores – são consideradas.

Hoje, impostos representam cerca de 37% do preço final da gasolina, e o transporte responde por 13%. Qualquer susto no frete marítimo ou no câmbio amplia esse efeito cascata, lembrando o cenário que antecedeu a greve dos caminhoneiros em 2018.
O que você acha? A fiscalização será suficiente para conter preços abusivos? Para mais análises sobre economia e energia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Fotoarena
