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Polícia Civil incinera 1,5 tonelada de drogas no Ceará
Polícia Civil incinera 1,5 tonelada de drogas no Ceará – Em 28 de novembro, a Delegacia de Narcóticos (Denarc) concluiu a última incineração de entorpecentes de 2025, eliminando 1.513,080 kg de material ilícito em forno industrial na Região Metropolitana de Fortaleza.
A operação encerra um ciclo que, só neste ano, já retirou mais de cinco toneladas de drogas de circulação, reforçando a estratégia estadual de sufocar o crime organizado por meio da destruição de seu principal ativo financeiro.
Queima reuniu 1.243 processos judiciais
Os lotes incinerados estavam vinculados a 1.243 ações em 22 comarcas cearenses, contemplando apreensões registradas entre 2014 e 2025. O procedimento foi acompanhado por representantes do Ministério Público, Poder Judiciário e Vigilância Sanitária, exigência prevista na legislação antidrogas.
Do total destruído, 1.240,870 kg eram de maconha, 141,321 kg de cocaína em pó ou pedra, 32,896 kg de crack e 3,445 kg de haxixe. A lista inclui ainda skunk, LSD, ecstasy, lança-perfume, medicamentos irregulares e anabolizantes.
Drogas se concentram nas maiores cidades do Estado
Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e Sobral figuram entre as comarcas com maior volume de processos. Esse cenário acompanha a tendência apontada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que identifica os grandes centros como polos de distribuição do narcotráfico no País.
O órgão acrescenta que, em 2023, o Ceará registrou aumento de 18% nas apreensões de maconha em comparação ao ano anterior, impulsionado por operações de inteligência integradas entre Polícia Civil, Polícia Militar e forças federais.
Prevenção e descarte seguro
A incineração em altas temperaturas impede a reutilização das substâncias e evita danos ambientais. Especialistas lembram que a queima controlada reduz riscos de contaminação do solo e da água, etapa essencial para o descarte seguro de químicos.
Além da destruição física, os laudos emitidos após o processo servem de prova judicial, garantindo transparência e rastreabilidade dos entorpecentes desde a apreensão até o descarte final.
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Crédito da imagem: Divulgação / PCCE
