Policiais invadem apartamento de policial morta no Ceará
Policiais invadem apartamento de policial morta no Ceará — Na última sexta-feira (5 de dezembro), agentes fardados entraram no imóvel da soldado Larissa Gomes da Silva, de 26 anos, assassinada dois dias antes pelo companheiro e também policial militar, Joaquim Filho.
Segundo a família, os militares usaram senha do condomínio e chave da porta, permaneceram cerca de uma hora no local e deixaram o quarto da vítima completamente revirado, sem qualquer mandado judicial ou autorização dos parentes.
Como ocorreu a invasão ao imóvel
O porteiro relatou que os policiais se identificaram como PMs, digitaram o código do bloco e acessaram o apartamento. Imagens exibidas pela TV Verdes Mares mostram o baú da cama aberto e objetos fora do lugar.
A mãe de Larissa, Fabíola Gomes, teme que possíveis provas tenham sido retiradas: “O que eles faziam ali se não são da investigação?”, questionou. A defesa de Joaquim Filho não se manifestou até o momento.
Histórico de violência contra a policial
Larissa e Joaquim se conheceram durante o curso de formação da Polícia Militar quatro anos atrás. De acordo com depoimentos da mãe, o relacionamento era marcado por agressões, disparos de arma dentro da residência e ameaças.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o Ceará registrou 132 feminicídios em 2024, aumento de 11% em relação ao ano anterior, reforçando a gravidade desse tipo de crime no estado.
Estado de saúde do suspeito e andamento da apuração
Após a troca de tiros que matou Larissa, Joaquim levou um disparo na perna, foi atendido em uma UPA no Eusébio e transferido para o Hospital Instituto Doutor José Frota, onde segue sob escolta. As armas corporativas dos dois soldados foram apreendidas.

A Polícia Militar informou que o caso está na Coordenadoria de Polícia Judiciária Militar e Disciplina, mas não esclareceu se o inquérito tramita como feminicídio ou homicídio culposo.
Denúncias de violência doméstica podem ser feitas de forma anônima pelo número 180 ou nas delegacias especializadas.
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Crédito da imagem: Divulgação
